nom
um nom
é o que é presente
nada mais
porque dam igual os anos
pensei num quiçá
num por-quê-nom?
no entanto
odeio
o continuum
o todo completo
que nom podo
colher
como próprio
polo nojo de sentir-me
anti-social
perto da tua mente
perdurei na
saudade do teu corpo
e compreendi
que aquela
era só minha
as miradas
reveladoras máquinas hoje
forom facas ontem
doentes regalias
dum tocar que nom enche
e procuro a distância
na cama
sem calma
sem sono
ressurge medo
na intriga dum peito
postergado
quiser ser retaguarda
dum avançar que nom tem corpo
mas na solidão do vento ermo
reconheço-me longe
do cavaleiro-monge
que luta contra
o que somos
contra o que é
nom há música que poda
expressar o desarmo interno
simplesmente
vergonha e raiva:
as encíclicas
pastorais desta noite
meta dumha semana inerte
O' Leghom 2009
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