Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

farto

nom


um nom

é o que é presente

nada mais

porque dam igual os anos


pensei num quiçá

num por-quê-nom?


no entanto

odeio

o continuum

o todo completo

que nom podo

colher

como próprio

polo nojo de sentir-me

anti-social


perto da tua mente

perdurei na

saudade do teu corpo

e compreendi

que aquela

era só minha


as miradas

reveladoras máquinas hoje

forom facas ontem


doentes regalias

dum tocar que nom enche

e procuro a distância

na cama


sem calma

sem sono

ressurge medo

na intriga dum peito

postergado


quiser ser retaguarda

dum avançar que nom tem corpo

mas na solidão do vento ermo

reconheço-me longe

do cavaleiro-monge

que luta contra

o que somos

contra o que é


nom há música que poda

expressar o desarmo interno

simplesmente

vergonha e raiva:

as encíclicas

pastorais desta noite


meta dumha semana inerte


O' Leghom 2009

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